Um pedaço de crânio humano foi descoberto há sete meses por dois remadores de caiaque no rio Minnesota, nos arredores da cidade de Sacred Heart, EUA. Embora autoridades locais tenham pensado que se tratava de restos mortais de alguma vítima dos muitos casos de desaparecimento da região, um exame forense revelou algo muito mais surpreendente: o osso tem aproximadamente 8 mil anos.

Ao depararem com um pedaço de crânio encontrado em um trecho do rio Minnesota, autoridades locais pensaram que se tratava de uma pessoa desaparecida recentemente. Imagem: Dan Thornberg – Shutterstock

Dessa forma, o achado torna-se uma pista sobre a vida dos nativos americanos no período arcaico, que se estendeu por cerca de 8 mil a mil anos atrás. O exame do crânio revelou que ele pertencia a um homem que pode ter vivido entre os anos de 5.500 antes da Era Comum (AEC) e 6.000 AEC*.

publicidade

“Nenhum de nós estava preparado para isso”, disse o xerife do condado de Renville, Scott Hable, ao jornal The Washington Post.

De acordo com o site Livescience, o gabinete do xerife postou uma foto do fragmento do crânio nas redes sociais, mas foi obrigado a removê-la por ordem do Conselho de Assuntos Indígenas de Minnesota. 

O grupo se opôs ao fato de que nem seus membros nem o arqueólogo do governo de Minnesota foram informados da descoberta, conforme exigido por lei estadual, e também quanto à exibição online do fóssil, que deve ser entregue a oficiais tribais da Comunidade Upper Sioux, de acordo com o MPR News. Posteriormente, alguns veículos de mídia local compartilharam a imagem nas redes sociais.

Leia mais:

O exame forense incluiu uma análise química da quantidade e do tipo de carbono encontrado no crânio. Enquanto a decomposição de um isótopo chamado carbono-14 revelou a idade do crânio, a combinação de outros isótopos revelou a dieta do indivíduo. Segundo os resultados, o homem comia peixe, tartarugas, cervos e cereais, como milho e sorgo. 

“Há evidências de traumatismo craniano no fragmento do crânio, mas o ferimento não teria matado o homem”, disse Kathleen Blue, professora e presidente do departamento de antropologia da Universidade Estadual de Minnesota, ao New York Times. “O osso mostra sinais de regeneração e cura, indicando que o homem sobreviveu ao que causou o dano”.

*Era Comum (EC) e Antes da Era Comum (AEC) são as nomenclaturas atualizadas para os termos Depois de Cristo (D.C.) e Antes de Cristo (A.C.)

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!